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Com atividades interdisciplinares, Acadepol dá início a programa de intervenção social

Com atividades interdisciplinares, Acadepol dá início a programa de intervenção social

O programa de intervenção social da Prefeitura de Florianópolis em parceria com a Segurança Pública teve início nesta segunda-feira (9) na Acadepol (Academia da Polícia Civil), onde cerca de 30 adolescentes em situação vulnerável compareceram acompanhados dos pais para conhecer o projeto. Meninos e meninas, entre 13 e 17 anos, foram indicados pelos Cras (Centro de Referência da Assistência Social) de Canasvieiras.

Inicialmente, o poder público oferece atividades interdisciplinares, no contraturno escolar, na sede da Acadepol, em Canasvieiras, com atividades físicas, preparação para o mercado de trabalho, introdução à informática e outras ocupações. Na etapa seguinte estão previstas ações sociais nas áreas pacificadas pela polícia no Norte da Ilha. "Vamos reformar o centro social da Vila União, disponibilizar vagas em creches, oferecer atividades esportivas para os jovens e outras ocupações. Além disso, vamos revitalizar a iluminação pública e levar tratamento de esgoto às comunidades”, prometeu o prefeito da Gean Loureiro. O secretário da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, e a cúpula da Segurança Pública também estavam presentes no evento.  

Cão de faro

O programa de intervenção social focou o Norte da Ilha, região em que a presença da polícia é solicitada constantemente devido à violência estabelecida pela guerra do tráfico de drogas entre facções rivais. Adolescentes que vivem nestas áreas conflagradas tiveram o primeiro contato com a Polícia Civil e se encantaram com a demonstração de cães de faro: o labrador, que atende pelo nome de Joni, e o American Staffordshire, batizado de Argus. O adestrador dos animais falou que além de os cães encontrarem drogas e armas em locais inimagináveis, eles também auxiliam nas buscas de pessoas desaparecidas. 

O psicólogo e coordenador do Cras de Canasvieiras, José Guerrero Peixoto de Matos, disse que nesta primeira fase serão abertas 30 vagas, mas a intenção é oferecer mais 60. As atividades na Acadepol acontecem sempre no contraturno escolar dos jovens, às segundas, terças, quartas e sextas-feiras. Nas segundas, as ações são ministradas pela Polícia Civil: defesa pessoal, rapel, e outras atividades físicas. Na terça, as oficinas ficam por conta do Centro de Integração Empresa Escola, que vai ensinar os jovens a se preparar para o mercado de trabalho. Quarta-feira é dia de inclusão digital, com aulas de informática aplicadas por policais civis. Já na sexta-feira os jovens têm noções de éticacultura e saúde, proporcionada pelo Instituto Vilson Groh, que promove oficinas voltadas ao fortalecimento de vínculos comunitários.

Fonte: Notícias do Dia

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