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Delegado Claudio Ferraz ministra palestra no Encontro dos Delegados de Polícia de Santa Catarina

Delegado Claudio Ferraz ministra palestra no Encontro dos Delegados de Polícia de Santa Catarina

O 45º Encontro dos Delegados de Polícia do Estado, que começou ontem no hotel Plaza Caldas da Imperatriz, contou hoje com uma palestra do delegado Cláudio Ferraz, o mais temido e detestado pelas milícias do Rio de Janeiro, coautor do livro A Elite da Tropa 2, que inspirou o filme.

Pós-graduado em Políticas Públicas de Justiça Criminal e Segurança Pública pela Universidade Federal Fluminense, Dr. Claudio atualmente é Coordenador da Coordenadoria Especial de Transporte Complementar - CETC do Gabinete do Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

A palestra começou com um histórico de como Claudio Ferraz se inseriu nesse contexto, que começou em 2007 quando assumiu a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas - DRACO, após ficar 4 anos à frente da Divisão Antissequestro, onde trabalhava com um sistema de Força Tarefa, com foco na repressão ao crime organizado, onde tiveram um trabalho bastante exitoso. “Nós estabelecemos uma doutrina de trabalho que resultou no baixo índice de sequestros no Rio de Janeiro, permanecendo até hoje sob controle”, conta.

Ele afirma que não existe organização criminosa sem corrupção envolvida e é preciso eliminar a impunidade. “Quando se quer estabelecer uma estrutura para combater o crime organizado, é necessário atuar em cima das organizações criminosas, se não isso nunca vai parar. O grande antídoto é uma atuação de inteligência proativa e especializada, e não reativa. Se agirmos em casos isolados não teremos uma resposta positiva para uma demanda que cresce cada dia mais”, explica.

Segundo ele, os fatores que limitam a eficácia da resposta institucional do crime organizado são: a falta de decisão política; o desequilíbrio social; as necessidades que a população não consegue satisfazer e que, em grande medida, são ilegais; e o baixo nível de eficiência do sistema de prevenção, controle e repressão da criminalidade.

Dr. Claudio salientou que o crime organizado tem três abordagens: primeiro é a coaptação, segundo a ameaça, que se não tem um resultado positivo, vem a eliminação. E isso é resultado do alto índice de extermínios que temos hoje no Rio de Janeiro, chegando à morte de um policial a cada dois dias.

O combate às milícias

Na ocasião, ele explicou o que são as milícias, suas características e como ocorreu o combate ao crime organizado. “As operações eram feitas em grande porte, com prisões preventivas, com muita divulgação, demonstrando o apoio do Governo em reprimir as milícias, algo proposital para mostrar a necessidade da repressão à comunidade”, destaca.

Claudio Ferraz destacou ainda as ferramentas para combater o crime, que são: o emprego de meios eletrônicos; operações encobertas; emprego de informantes; investigações financeiras com a finalidade de rastrear a lavagem de dinheiro; proteção a testemunhas ameaçadas e ao réu colaborador; estabelecimento do sistema de Força Tarefa; ação controlada; CERCO e um regime disciplinar diferenciado.

O trabalho de Claudio Ferraz de repressão ao crime organizado no Rio de Janeiro culminou na prisão de mais de 800 milicianos.

A palestra antecedeu a Assembleia Geral Ordinária da ADEPOL-SC, na qual os diretores da entidade deliberaram as principais estratégias a serem adotadas pela associação no próximo ano. (foto abaixo)

Ainda hoje, haverá uma homenagem aos ex-delegados gerais e ex-presidentes da Associação, uma palestra com o professor Clóvis de Barros Filho e o encerramento, com jantar dançante.

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