Notícias

VER TODOS

"Seria mais um banho de sangue", dizem delegados sobre armamento apreendido em Florianópolis

"Seria mais um banho de sangue", dizem delegados sobre armamento apreendido em Florianópolis

Confrontos deveriam ocorrer no norte da Ilha ou Continente, diz Deic

A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) acredita ter evitado uma nova chacina em Florianópolis a partir da apreensão de um fuzil, dez pistolas e um revólver na tarde de quinta-feira. Três pessoas foram presas, entre elas um jovem de São Paulo que confessou ter assistido a execução de um homem cujo crime foi filmado pelos criminosos, na semana passada.

- Diante dessa situação de guerra entre as facções, certamente conseguimos evitar mais um banho de sangue na Grande Florianópolis - disse o diretor interino da Deic, delegado Anselmo Cruz.

Confrontos no norte da Ilha ou no Continente deveriam ocorrer, apurou o delegado da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Deic, Antônio Cláudio Joca. As armas pertenciam a uma facção de São Paulo e seriam usadas contra os rivais da facção de Santa Catarina.

A polícia monitorava a chegada do carregamento na Capital vindo de São Paulo e o localizou escondido na mata em Ponta das Canas com a ajuda de um cão farejador.

- Apreendemos 35 armas nos últimos três meses, sendo quatro fuzis. É uma quantidade expressiva que estava em circulação - pontuou Joca.
 
Segundo o delegado, foram presos em flagrante Jairo Rodrigues da Silva, Alex Santana dos Santos e Alan Mainer Duarte, este último apontado como um dos participantes da execução filmada de Cleber de Almeida, 36 anos, no Morro do Mosquito. A reportagem não teve acesso aos presos nem à defesa deles.

- Ele (Alan) aparece no vídeo da execução, confessou que estava ali, mas nega que tenha executado a vítima, o que não o exime do crime - comentou o delegado.

As armas foram apresentadas nesta sexta-feira na Deic. São um fuzil AR-15, dez pistolas nove milímetros e um revólver 357. O delegado Anselmo Cruz ressaltou as sete operações feitas pela diretoria na semana e o fluxo de informações com a Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e as delegacias especializadas da Polícia Civil.

Este ano já houve 109 mortes violentas em Florianópolis, recorde histórico negativo na criminalidade. Duas chacinas aconteceram, uma na Vila União (norte da Ilha) e outra na Costeira. A polícia afirma que o aumento dos homicídios está ligado a um confronto entre facções criminosas pela disputa de território no tráfico de drogas.

FONTE: Jornal Hora de Santa Catarina

Foto: Diogo Vargas / Agência RBS / Agência RBS
 

PUBLICIDADE comarca interno 1 Anuncie

Outras Notícias

VER TODOS