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Trabalho de repressão qualificada da PC resulta na condenação de 14 pessoas

Trabalho de repressão qualificada da PC resulta na condenação de 14 pessoas

DA CONDENAÇÃO - O Poder Judiciário, por meio da Unidade de Apuração de Crimes Praticados por Organizações Criminosas da Comarca da Capital, no dia 08 de dezembro de 2017, condenou 14 (quatorze) pessoas a penas que variam entre 5(cinco) a 8 (oito) anos de reclusão, que somadas totalizam 87 anos, pela prática do crime de participação em organização criminosa armada (artigo 2º, caput c/c § 2º da Lei n. 12.850/13).

Entre os condenados está um dos autores do assassinato da Agente Penitenciária Deise Alves, em 2012, que esteve foragido até maio de 2017, quando foi preso pela Polícia Civil na cidade de Paulo Lopes – SC, bem como líderes da organização criminosa.

Na sentença a Autoridade Judiciária determinou que os 14 (quatorze) condenados deverão permanecer presos, em razão de encontrarem-se presentes os requisitos da prisão preventiva, assim como pelo fato deles terem respondido todo o processo presos, bem como em razão de que é necessária a manutenção da ordem pública e também para assegurar a aplicação da lei penal.

DA INVESTIGAÇÃO - A condenação é fruto do trabalho investigativo da Polícia Civil, realizado por meio da Divisão de Repressão ao Crime Organizado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DRACO/DEIC), iniciado no ano de 2015, onde foram identificadas pessoas que repassavam informações de lideranças de uma facção criminosa catarinense, e que estavam recolhidas no Complexo Penitenciário Federal na cidade de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte.

Após intenso trabalho de investigação, consistente nas mais diversas modalidades investigativas, possibilitou-se a coleta de vasta prova da participação dos à época investigados na facção criminosa estabelecida no estado, tendo o Delegado de Polícia representado por medidas cautelares, dentre elas a prisão preventiva dos agora condenados.

No dia 07 de junho de 2016, foi deflagrada a 2ª fase da OPERAÇÃO ÍRIS, com participação de 70 (setenta) Policiais Civis, que contou com o apoio de todas as Unidades da DEIC e ainda, das Polícias Civis dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte, sendo cumpridas 15 (quinze) ordens judiciais na Grande Florianópolis – SC e Mossoró – RN.

Com a ação, foi possível desarticular o grupo responsável pelo tráfego de informações coordenado pelas lideranças da facção criminosa, mostrando-se de suma importância, eis que houve a interrupção da comunicação entre as lideranças e os executores das práticas criminosas realizadas pelos integrantes desta organização criminosa.

De acordo com as investigações presididas pelos delegados de polícia Procópio Batista da Silveira Neto e Osnei Valdir de Oliveira, existia em Mossoró um imóvel denominado “casa de apoio”, custeada pela facção criminosa. No local, moravam duas esposas de detentos líderes do grupo. O objetivo da casa era dar suporte às pessoas de Santa Catarina que visitavam seus parentes presos. A partir do momento que essas pessoas deslocavam para Mossoró com custos pagos pela facção, elas também tinham o dever de repassar e receber informações durante as visitas íntimas realizadas. As informações eram recebidas oralmente ou por bilhetes, e por sua vez, difundidas para o grupo em Santa Catarina por meio de redes sociais ou aplicativos de conversas.

Os detentos líderes, recolhidos em Mossoró – RN recebiam as diretrizes da organização criminosa oriundas de Santa Catarina e, então, tratavam e davam os encaminhamentos a partir do comunicado.

Foi possível coletar diversas informações como anotações, pagamento de contas, contabilidade da facção e mensagens enviadas por celulares apreendidos. Dentre as pessoas presas e condenadas, está a pessoa que recebia a prestação de contas e era responsável por efetuar os pagamentos para o custeio da “casa de apoio”.

INTEGRAÇÃO - Oportuno ressaltar a cooperação e integração entre as Polícias Civis dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará no enfrentamento e combate às organizações criminosas em prol da sociedade, pois a troca de informações e o apoio operacional foram fundamentais para a desarticulação da célula que estava fixada na cidade de Mossoró – RN.

O delegado de polícia Adriano Krul Bini, Diretor da DEIC, destaca a importância da DRACO/DEIC, que através de um trabalho qualificado e coleta de elementos robustos de prova por meio de emprego de técnicas especiais de investigação, em cooperação com as demais Unidades Policiais do estado, especialmente as DIC’s, realiza o combate a esta modalidade criminosa, e por meio das diversas operações já deflagradas, possibilitou o encarceramento de centenas de integrantes desta organização criminosa, fazendo cessar todas as oportunidades que os criminosos tentaram desestabilizar a segurança pública do estado.

A Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, por meio da DRACO/DEIC, não medirá esforços e continuará exercendo sua atribuição constitucional de Polícia Judiciária, investigando e combatendo as facções criminosas em prol da sociedade Catarinense.

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