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NOTÍCIAS DA ADEPOL-SC
Confira o artigo publicado na coluna semanal da ADEPOL-SC no jornal ND+
A Polícia Civil desempenha um papel fundamental na engrenagem da segurança pública e da justiça criminal. Como polícia judiciária, sua missão é investigar, desvendar a autoria de delitos e materializar provas. Contudo, em um cenário onde a criminalidade se organiza de forma cada vez mais complexa, o trabalho investigativo exige um respaldo tático à sua altura.
No ciclo da segurança pública, é uma premissa inegável: toda investigação de crimes violentos ou organizações criminosas culmina em uma operação. O trabalho de inteligência, as interceptações e o cruzamento de dados formam o alicerce do inquérito. No entanto, chega o momento crítico em que a investigação de gabinete precisa se converter em ação tática.
O cumprimento de mandados contra alvos de alta periculosidade, o resgate de reféns e a desarticulação do crime organizado exigem intervenção cirúrgica. As Operações Especiais representam a ponta da lança, o braço forte que garante que o esforço intelectual do investigador seja efetivado nas ruas, garantindo a prisão dos alvos e preservando a vida dos policiais e da população.
Para que essas missões extremas ocorram com eficiência, a doutrina exige padronização rigorosa e treinamento contínuo. No âmbito da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina (PCSC), essa responsabilidade recai exclusivamente sobre a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
A CORE é a única unidade habilitada em operações e recursos especiais dentro da polícia civil catarinense. Essa exclusividade não é um mero detalhe administrativo, mas uma necessidade estratégica e operacional. Ela evita a fragmentação e a proliferação de grupos não padronizados, garantindo que apenas operadores submetidos aos
mais severos testes de aptidão atuem nos cenários de crise.
Além da excelência técnica, centralizar o poder de choque revela uma profunda inteligência financeira. Tentar equipar e treinar todo o efetivo policial com armamentos de precisão, blindagens de alto nível e capacitações de ponta (como desarmamento de explosivos e táticas verticais) é economicamente inviável.
Investir pesado em uma unidade pequena e altamente especializada é a decisão mais inteligente para os cofres públicos. O Estado concentra seus recursos — que são finitos — onde eles gerarão o maior retorno operacional. A CORE atua como um multiplicador de
força: com um orçamento cirurgicamente focado, o Estado mantém um grupo de operações especiais capaz de apoiar qualquer delegacia de Santa Catarina. Em suma, a CORE não é apenas a força de resposta definitiva do estado, mas também um modelo de eficiência
administrativa e proteção à sociedade.
Essa centralização assegura que o Estado responda à criminalidade violenta com uma única força de elite: coesa, disciplinada e altamente técnica. Em suma, a CORE é a garantia institucional de que essa missão será cumprida até o fim.
